Jordi Vedor
Este blog é cheio de sentimentos nos quais os seus leitores se puderão enquadrar ou não. Não sendo algo comercial, vocês serão livres de o viver e não pagam nada por ler as suas peripécias. Este talvez seja o meu blog mais imporante pois serve para aliviar aquilo que por vezes nos tenta "afogar no mar da vida, onde nós somos os marinheiros e capitães da nossa vida".
terça-feira, 17 de abril de 2012
Frases
Ainda bem que por vezes estou confuso, pois sendo assim, na desarrumação do meu cérebro, encontro ideias que nem sabia delas.
Afinal o que conta? Ética? Moral? Consciência? Ou o mais poderoso?
Este texto vem simplesmente numa altura de pouco contentamento e muito mais próximo de desespero do que outra coisa. Quando Luís Sttau Monteiro escreveu “Quem é mais feliz: o que luta por uma vida digna e acaba na forca, ou o que vive em paz com a sua inconsciência e acaba respeitado por todos?”, ele muito certamente estaria a passar pela mesma confusão de valores que eu. Afinal como eu digo no título acima, o que será que conta mais? Será a ética, que toda a gente fala e que é tão bonita num papel, mas que ninguém a pratica? Será a moral, que tantas vezes apenas vagueia no nosso pensamento porque somos seres medrosos e não conseguimos enfrentar os enormes pilares? Será que a consciência é um valor em extinção? E porque é que nos encontramos numa permanente guerra entre os senhores de fato e gravata e os pobres de camisa desapertada e calças rasgadas quando todos nascemos da mesma maneira?
Desde muito pequeno que fui despertado para as dificuldades da vida, pois faz parte dos meus pais o lema “darem-se a si próprios do que o universo aos filhos”. A verdade é que certamente eles me tentavam preparar para o pior, para conseguir singrar na vida fosse qualquer questão económica existente, ou sentimental etc. No entanto eu acho que no olhar deles era reflectido um sonho muito permanente e de longo prazo de conseguir nos dar o tal “universo”, no entanto as esperanças são cada vez menos. É simplesmente triste quando sabemos a vida de cão que os nossos pais levam, olhar para aquelas olheiras de tanto trabalho, olhar também para o guarda-roupa deles e vermos uma ou duas peças diferentes, deixando-se sempre para último e a nós a “abarrotar” de roupa por todo o lado. Mas afinal também que filhos somos nós? Acho que também apesar de tudo fomos mal habituados e agora esta crise quer nos ensinar a todo custo, mas de uma forma tão rude que nos dificulta a encará-la.
Voltando aos nossos pais é me muito difícil, talvez ainda mais, quando as contas chegam a casa e lá chega mais um problema, quando eu pensava que problema era não poder ter aquelas sapatilhas que agora estão em saldo e tão mais baratas… Actores? Actores não são aqueles que ganham balúrdios por um papel, que até para o interpretar precisam de não sei quanto tempo de estudo. Actores? São os nossos pais, que recebem uma má notícia das finanças e quando chegamos perto deles e perguntamos se está tudo bem, eles simplesmente escondendo o envelope atrás das costas, conseguem nos dar por improviso o gesto de verdadeiro actor sorrindo acolhendo-nos e dizendo que está tudo bem, quando na verdade não está!
Na minha opinião eu acho que tal como o dia e noite nunca poderão desaparecer, o bem e o mal também não. Eu sempre digo também que a morte não me assusta o que me assusta é em que estado poderei morrer. Eu nunca ambicionei ser rico, mas também não digo que não gostaria, pois certamente geria melhor o dinheiro que muita gente. Mas não me assusta morrer apenas com a roupa que trago no corpo, o que eu quero é morrer com dignidade, honra, respeitado genuinamente e com o meu projecto de vida completado. O meu projecto passa por ser amado e amar, ser amigo e ter amigos, ser filho e ser pai, e o que mais ambiciono é ser psicólogo e conseguir também levar pessoas pela minha mão comigo, com carências de riqueza material, mas com inesgotável riqueza a nível sentimental.
Hoje em dia a crise seja ela sentimental ou económica, é a língua mais falada em todo o mundo e até por cá também se fazem músicas a tentar escapar um pouco há melancolia como a sexta-feira do Boss AC ou os próprios Homens da Luta que coitadinhos também tanto criticam, certamente pela carência monetária no seu bolso. No entanto eu acho que o hino internacional devia passar pela música Paradise dos Coldplay, e todos cantarmos o seu refrão PARADISE! Esperando um milagre que esta sociedade tanto precisa, pois cada vez vive mais triste e sem rumo.
Eu continuo com um olhar ambicioso para o mundo pois cada vez tenho a certeza que ainda não vi foi nada e espero na expectativa, até talvez tudo mude. Se não mudar a vida é bela, temos é de saber vivê-la, agora olhando para aquilo que queremos, temos de escolher uma classe e viver com dignidade ou até sem ela. Eu vejo ricos com problemas e depressões como vejo pobres unidos e alegres há volta da fogueira há espera do seu primeiro alimento do dia quando na igreja já soa as oito da noite. Talvez o melhor é fazer rastas como uma grande amiga minha e viver ao que Deus dará, pois “erva” ainda existe muita…
Não interessa o que interessa é viver, porque infelizmente nem sabemos o que está do outro lado do muro.
Palavras de quem ama e tem vontade de amar
Não importa se já alguma vez aconteceu,
Não importa pensar no passado e se já doeu.
O que importa é amar e ser amado
Consigo pensar enquanto estou parado.
Penso que não me importo de ouvir,
Nem que sejam as mesmas palavras,
Apenas quero sentir!
Sentir esta dádiva da nossa existência,
Pois também ouço sempre a crise, a fome ou a sida
E ainda que seja com muita prudência,
Não me canso desta vida.
Só me cansaria se faltasse este amor!
Aí sim não existe maior dor,
A dor de não ser ou saber amar,
Como coração tão cruel
Poderia alguém assim castigar?
E eu lembro-me que a felicidade é o amor
E se a quero ter em mim,
Até apenas restarem as minhas cinzas
Irei proteger o amor até ao fim.
O que importa é amar e ser amado
Consigo pensar enquanto estou parado.
Penso que não me importo de ouvir,
Nem que sejam as mesmas palavras,
Apenas quero sentir!
Sentir esta dádiva da nossa existência,
Pois também ouço sempre a crise, a fome ou a sida
E ainda que seja com muita prudência,
Não me canso desta vida.
Só me cansaria se faltasse este amor!
Aí sim não existe maior dor,
A dor de não ser ou saber amar,
Como coração tão cruel
Poderia alguém assim castigar?
E eu lembro-me que a felicidade é o amor
E se a quero ter em mim,
Até apenas restarem as minhas cinzas
Irei proteger o amor até ao fim.
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